Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ELIANE RAMALHO
SÃO PAULO - BRASIL

Eliane Mayer Ramalho, sou campinense, nascida em 22 de março de 1935, filha de Inácio de Freitas Mayer e Maria Armelle Lira. Ele médico, ela dona de casa, mãe do tradicional que devotava a vida inteiramente à família, composta de sete filhos.  
Atuo na comunidade campinense como
membro que sou da Associação Cristã Feminina - ACF, Rede Feminina de Combate ao Câncer e Lions Centro, de forma positiva, procurando, dentro do que é possível, dar sentido à minha vida servindo ao meu semelhante.  

 

RAMALHO, Eliane Mayer.  Versos de mãe. .  Campina Grande, Paraíba: Gráfica Offset Marcone, 1995.  88 p.



DESEJOS INCONTIDOS

Manhã escura, 23 de fevereiro de noventa e um
A tristeza no rosto de cada um.
Na sala o silêncio imperava,
a notícia da morte de meu filho, no ar pairava.

Naquele momento era grande o meu sofrer.
Desejei ir para bem distante,
onde nada eu pudesse ver,
daquela manhã escura e angustiante.

Desejei que não fosse verdade,
aquela triste realidade.
Desejei vagar sozinha na triste solidão,
para poder amenizar a dor do meu coração.

Desejei não ter existido,
para jamais sofrer a suprema dor
de ter tido meu filho e depois partido,
de ter feito um belo plano e vê-lo destruído.

DORES DIFERENTES

A dor de ter um filho
é passageira e gratificante.
Trazer ao mundo uma vida,
é sublime e edificante.

A dor de perder um filho,
é eterna e angustiante,
deixa sequelas irreversíveis;
nada pode aliviar, é traumatizante.

Na dor de ter um filho
a alegria e os planos se confundem.
Na dor de perder um filho
a saudade e o desengano se unem.

Nestas dores tão pungentes,
a mulher-mãe sofre com heroísmo,
as situações diferentes do momento,
abraçando com força o sofrimento.


DESÍGNIOS

É preciso aceitar a realidade,
somos peregrinos nesta vida.
Não adianta fugir desta fatalidade,
quando temos certo a nossa ida.

Para que tantos planos?
Talvez!... seja mais coerente   
se aqui não ficamos
é aceitar os desígnios do Onipotente.

Para termos conformação,
é preciso ter FÉ no que está escrito.
Viver numa constante preparação,
se quisermos alcançar o Infinito.

Na preparação terrena
conhecemos que nos enviou.
Chegaremos à vida plena
junto Àquele que nos chamou.

 

*
Página publicada em outubro de 2026.


 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar